Absorto em pensamentos
Afundei em mim
Tentava respirar desesperadamente
Mas apenas sufocava
A racionalidade é uma merda que só nos faz confrontar nossos desejos
Os instintos querem aflorar
Eu sou um animal
Eu quero ser um animal
Saltar sobre a jugular e sorver o sangue dos inimigos
Beijar e sorver a alegria dos amigos
Transgredir
Quero ser um animal
Eu sou um animal
Excessivamente... racional
Que bagunça!
Que zona virou minha mente...
Por que tem que ser complicado? por que temos sempre mais de uma dúzia de alternativas
E por que raios as mais complicadas são as que mais nos chamam a atenção?
Ai tentação!
Nós que não desatam
Caminhos que não levam
Placas que não orientam...
Pra onde ir? Pra onde ir?
Hesitar e esperar?
A paciência é virtude
Arriscar e me jogar?
Mas a vida não é um jogo?
Que tudo acabe em festa!
Que tudo acabe em sorrisos!
Que tudo acabe num beijo seu!
Ah, se fosse simples assim...
Manhã chuvosa... manhã preguiçosa...
ah, que vontade de ficar na cama...
pego o ônibus, vou ao trabalho.
No meio do caminho, tumulto.
Polícia, ambulância, curiosos
um carro estraçalhado,
um braço estirado pela janela, uma vida que se foi.
e tudo porque se atrasara para o trampo
pobre moça...
manhã chuvosa... manhã preguiçosa...
manhã triste...
ah, que vontade de voltar para cama.
Loucura é se pensar são
Porque todos são sãos sem ser
Há normalidade? não! há conformidade!
conforme o sexo
conforme a idade
conforme a condição, orientação
conforme as coordenadas geográficas!!!
seremos nós frutos de uma grande forma?
Q U E B R E O G E S S O!
Quantas vezes carregamos o peso de uma sociedade nos nossos atos, tentando viver de acordo com o que nos impõem? E quantas vezes, no meio da multidão, o nosso peito explode num clamor por liberdade, jogando-nos contra os os olhares alheios, que tudo condenam?
E se a solidão que invade a alma constrange a viver recluso em si mesmo? Ah, cidade grande, cidade grande, ao mesmo tempo em que ela aproxima, ela cria as mais estranhas formas de isolamento.
São coisas que me vieram à cabeça assistindo ao filme Shortbus, de John Cameron Mitchell, que está em cartaz no Espaço Unibanco. Filme forte, que conduz o enredo por meio do sexo, mostrando personagens buscando a sua verdade, num aspecto essencial a todo ser humano, mas por muitos considerado "sujo".
Conclusão? Ah... o importante é se encontrar! :)
Uma boa análise do filme pelo Estadão: http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art232479,0.htm
O sol brilha lá fora!
Há esperança!
As flores desabrocham, as crianças brincam, o vento flui.
Ao som da provocante voz de Billie Holliday entoando Summertime
Lembro-me do verão que não tive... das promessas não cumpridas... dos feitos não realizados.
Mas há esperança.
Sim, há esperança, porque o amanhã nos reserva surpresas,
as pessoas nos reservam surpresas
e surpreendemo-nos a nós mesmos, fazendo dessa vida uma mágica de infinitas possibilidades.
Foi-se a infância, foi-se a adolescência, foi-se a inocência.
Que venha o futuro, pois é nele que vou viver!
AH! Angústia, angústia!
Por que fizeste de mim alvo
E contigo trouxeste tua irmã ansiedade?
Ah, a angústia de amar! quanta contradição!
O amor é lindo, mas amar é tão terrível
Produz dores tão indescritíveis quanto profundas!
Ah, é como se fôssemos bobos da corte, marionetes
controlados pelo grande artista que é o Destino!
Te odeio! não o ser amado. Pois este muito admiro.
(admiro a todos que já amei, inclusive os que muito me machucaram...
defeitos? quem não os tem?)
mas odeio o destino, que nos coloca em sinucas de bico, e não dá pista de solução.
Vida! Vida! ainda confio em ti, para me fazer mais forte!
não que queira lutar, mas é inevitável. a derrota pode parecer iminente
mas há esperança!
Domingo
Chuva
Frio - 14 graus
3 horas da tarde - Liberdade
comer kare-raisu na rua - liberdade
grandes coisas mudam o mundo - as pequenas, a vida!
Cada vez que se olha no espelho
Deve-se extrair mais do que os olhos vêem
Deve-se surgir ao menos um quê de admiração
Deus, como eu sou bonito! E não é da imagem que falo!
Todas essas cicatrizes, todas essas contradições, toda essa falta de plenitude
Fazem do que eu vejo, algo único, ímpar.
Buscarei o sol, até obter a lua e finalmente, chegar às estrelas.
E então, ficar em paz comigo mesmo, em mim mesmo, para que a imagem se complete.
Historicamente, o Brasil é marcado por profundas desigualdades sociais. Até aí, nenhuma novidade. O que é surpreendente, realmente surpreendente, é uma menina seringueira começar sua alfabetização aos 14, mudar para a cidade, e trabalhar como doméstica a troca de casa e comida, e assim se sustentar, enquanto faz o curso superior. E mais, nesse processo todo, exercita sua consciência social de maneira magnífica, trabalhando em prol dos que são explorados na região amazônica. E ainda tem a visão de que se a floresta morrer, toda a sociedade que a explora sucumbirá junto. Uma lição!
É pena que o nosso governo não vê desse jeito, e acabou cedendo à pressão dos que querem transformar nosso grande laboratório biofarmacoquímico em pasto, usina de álcool, e outras coisas, que depois de uns 10, 15 anos, não produzirão mais nada, porque sugam a terra de forma espantosa.
Marina Silva, fica aqui meu voto solidário pelo trabalho em prol da Amazônia. E que o Carlos Minc possa conduzir a pasta do Meio Ambiente com o mesmo empenho que ele empregava na Secretaria do governo do estado do Rio.
E que Deus nos proteja dos bois, da soja e do biocombustível!
Sensual, poético, instigante... assim é o blog Lua Vazia (http://luavazia.zip.net/), que descobri no Eu e mim mesma. Uma delícia visual, das imagens selecionadas, à disposição do texto (que me lembra um pouco o concretismo), faz com que a visita a esse blog seja uma visita muito agradável! =)
Quando estava tudo destruído
E mais esperança não havia
Eu te vi e meu coração sorriu
Lembranças me sobrevieram
Fizeram-me ver
Sobrevivi a ti... sobreviverei a tudo
(e você pensou que eu estava apaixonado, não? rs)
Por que muitas vezes
Duas coisas tão iguais podem nos parecer tão diferentes
Em certas horas
O céu cinzento de sampa vira multicor
Finalmente
A vida pára de fazer sentido
E tudo fica mais alegre?
Nada contra o racionalismo... mas eu gosto mesmo é de ser irracional.
Sabe quando se tem uma sensação de que algo incomoda? à primeira vista, não se percebe nada, mas lá no íntimo eu sei o que é. É a angústia do tempo que passa. O tempo passa, e tenho a impressão de que meus projetos não andam. Ou andam, mas o tempo passa. e fica menor, fica mais veloz, fica mais angustiante.
Antes eu olhava o futuro e pensava... nossa, quanto tempo tenho pela frente. posso adiar tanta coisa, mudar tantos rumos, tentar tomar atalhos que me façam perder. Hoje, olho pra frente e falo, ainda tenho tempo, mas tenho que ser objetivo, acertar os alvos, definir metas. Será que é isso a maturidade? Saber reduzir as nossas escolhas às mais concretas e direcionadas possíveis? Diminuir ao máximo a chance do acaso nos deixar saborear de suas belas surpresas, assim como amargar das suas travessuras maldosas?
Eu nunca fui de pensar no futuro. Sempre tive meus rumos mudados de súbito. Essa mudança de mentalidade tá sendo um tanto quanto sofrida, mas acredito eu que necessária. Não dá pra acreditar que tudo se resolverá ao acaso, assim como não quero ser engessado por um pragmatismo que não é da minha natureza.
Não que o Serra não esteja fazendo um bom governo, pelo contrário, mas até hoje não tinha visto nada de que se pudesse falar ohhhhhhhhhhhhhhhhhh... (isso não é de todo ruim, porque evita arrombos fiscais)
Pois bem... numa iniciativa inédita no Brasil, o governo do estado de São Paulo vai começar a retirar pessoas que habitam em regiões de Mata Atlântica para reflorestar estas áreas. Incrível, não?
Tomara que dê certo! afinal, com a especulação imobiliária, boa parte do que era um paraíso, está virando região densamente povoada. Do jeito que está, daqui a pouco vira um inferno.