Cara, lá se vão 2 meses sem escrever aqui... dá uma saudade, mas tive problemas técnicos. Excesso de trabalho, problemas de conexão, falta de assunto... rs
Bem, na verdade, tive até boas idéias para serem transformadas em texto, mas o primeiro e o segundo problema me seguraram.
Ontem, depois de mais de meio ano protelando, finalmente fui assistir a "Pequena miss sunshine", ainda em cartaz no Belas Artes. Um primor de filme, não é comédia, mas de tão bem humorado, dei risada do começo ao fim. Vale a pena ser visto. Ainda mais que, além de técnico, é humano. Sinceramente, antes do Oscar, penseva se tratar de um filme bobo (puro preconceito, eu sei). Depois do rebuliço feito no Oscar, pesquisei um pouco e fiquei de assistir. Enrolei, e finalmente fui. Entrei pensando que ia ser um daqueles filmes alternativos, que deixa você introspectivo, pensando sobre questões profundas, mas me surpreendi. É um filme alternativo (para os padrões americanos, lógico, foge da estética e do discurso que a gente encontra normalmente), faz a gente pensar sobre questões profundas, mas deixa a gente num estado tão leve de espírito... simplesmente saboroso.
Do outro lado da moeda, fui assistir à peça Santidade, no Teatro Oficina. Outro lado da moeda não na qualidade, mas na leveza. Um texto que expõe o cinismo e a hipocrisia da sociedade. Tanta sordidez, tanta desesperança... mas ao mesmo tempo lírico, e num rigor técnico... pena que já saiu de cartaz.
Engraçado, um depois do outro. Se na peça teatral, a mensagem é de que o mundo é podre, busca uma redenção que não deseja, e por isso não se pode confiar nem na própria sombra, no filme, o mundo é cruel, faz uma divisão cínica de vencedores e perdedores, mas temos um porto seguro, que é nossa família.
Se são duas faces de uma mesma moeda, é porque são coexistentes. Sim, elas coexistem. O mundo é cruel, é difícil. As pessoas que estão conosco é que fazem a diferença. Seja feliz nas suas escolhas de vida, pois elas determinarão de que lado da moeda você terminará!

